
O FIA World Endurance Championship arrancou com uma corrida de alto nível estratégico no Autodromo Internazionale Enzo e Dino Ferrari, onde a Toyota atingiu um marco histórico ao conquistar a sua 50.ª vitória em 100 participações no campeonato.
O duelo com a Ferrari foi imediato e constante desde o arranque. As duas marcas alinharam na primeira linha após a qualificação mais equilibrada da história da competição, e não demoraram a assumir o controlo da corrida perante mais de 92 mil espectadores.
A Ferrari começou melhor, com o #51 Ferrari 499P de James Calado a liderar as fases iniciais, seguido pelo #50 Ferrari, enquanto o #8 Toyota GR010 Hybrid perdeu momentaneamente posição na partida.
Top 10 definido por estratégia, penalizações e consistência
A corrida rapidamente evoluiu para um jogo estratégico, onde a gestão de pneus e o timing das paragens se tornaram decisivos.
O momento-chave surgiu perto das duas horas de corrida, quando a Toyota decidiu não trocar pneus numa das paragens do #8, permitindo a Ryō Hirakawa ganhar posição em pista e assumir a liderança.
A partir daí, a Toyota conseguiu controlar o ritmo, enquanto a Ferrari enfrentava dificuldades adicionais, incluindo uma penalização para o #50 Ferrari por infração em bandeira amarela.
Top 10 final:
- 1.º: #8 Toyota GR010 Hybrid (Hartley / Hirakawa / Buemi)
- 2.º: #51 Ferrari 499P (Giovinazzi / Calado / Pier Guidi)
- 3.º: #7 Toyota GR010 Hybrid (Kobayashi / Conway / De Vries)
- 4.º: #35 Alpine A424 (Félix da Costa / Milesi / Habsburg)
- 5.º: #20 BMW M Hybrid V8 (Frijns/Rast/Van der Linde)
- 6.º: #50 Ferrari 499P (Fuoco/Molina/Nielsen)
- 7.º: #15 BMW M Hybrid V8 (Magnussen/Marciello/Vanthoor)
- 8.º: #38 Cadillac V-Series.R (Bamber/Bourdais/Aitken)
- 9.º: #007 Aston-Martin Valkyrie (Tincknell/Gamble/Dunn)
- 10º #83 Ferrari 499P (Ye/Kubica/Hanson)
A luta pelo top 5 foi particularmente intensa, com quatro carros separados por menos de 1,5 segundos na fase final, demonstrando o equilíbrio do novo regulamento Hypercar.
Execução perfeita dá vantagem decisiva à Toyota
A Toyota não venceu apenas pela estratégia — venceu pela execução.
Depois de assumir a liderança, o #8 Toyota geriu o ritmo com precisão, mantendo os pneus dentro da janela ideal e evitando erros num circuito onde ultrapassar é extremamente difícil.
Em paralelo, a equipa repetiu a estratégia com o #7 Toyota, permitindo a Kamui Kobayashi ultrapassar o Ferrari #51 e garantir um duplo pódio.
A Ferrari ainda tentou reagir com Alessandro Pier Guidi, mas encontrou dificuldades para ultrapassar e perdeu tempo valioso no tráfego, acabando por não conseguir recuperar a liderança.
Na fase final, já com Sébastien Buemi ao volante, o Toyota aumentou gradualmente a vantagem e cruzou a meta com mais de 13 segundos de avanço, num resultado que reflete controlo total na segunda metade da corrida.
Este triunfo assume um significado especial para a Toyota:
- 100 corridas no WEC
- 50 vitórias
- Início perfeito da época 2026
Mais do que números, é uma afirmação clara de força num campeonato cada vez mais competitivo.
Logo atrás do pódio, o #35 Alpine A424 da Alpine Endurance Team, conduzido por António Félix da Costa, Charles Milesi e Ferdinand Habsburg, assegurou o quarto lugar após uma exibição consistente ao longo das seis horas. A fechar o top 5, o #20 BMW M Hybrid V8 da BMW M Team WRT, partilhado por Robin Frijns, René Rast e Sheldon van der Linde, destacou-se numa luta intensa no grupo perseguidor, consolidando um resultado importante para a estrutura alemã.
A temporada segue agora para Spa-Francorchamps, onde o equilíbrio visto em Imola promete manter a luta entre Toyota, Ferrari e os restantes construtores totalmente em aberto.
