Foto: ©Alpine/DPPI

A Alpine Endurance Team entra na temporada 2026 do FIA World Endurance Championship com um objetivo claro: maximizar o potencial do A424 na sua última campanha na categoria Hypercar. Após um inverno intenso de desenvolvimento, a equipa chega ao arranque da época — agora marcado para Imola — com sinais encorajadores após um programa de testes produtivo em MotorLand Aragón.

O adiamento da ronda inaugural no Qatar acabou por oferecer tempo adicional de preparação, permitindo à equipa aprofundar áreas críticas como a afinação do chassis, compreensão dos pneus e fiabilidade geral do conjunto. Este período revelou-se fundamental para consolidar o trabalho iniciado durante a pré-época.

Aragão: um teste determinante para o A424

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Os testes realizados em MotorLand Aragón representaram um passo importante na evolução do protótipo. Ao longo de várias sessões intensivas, a equipa acumulou dados valiosos em diferentes condições de pista, permitindo validar correlações com simulação e identificar margens de melhoria.

O Team Principal Philippe Sinault destacou a importância deste trabalho:
“Foi um passo importante na nossa preparação… completámos mais de 3.000 quilómetros e todos os pilotos contribuíram para um trabalho valioso de correlação com as nossas simulações.”

Este volume de trabalho reflete não só a exigência da categoria, mas também a necessidade de precisão num campeonato onde cada detalhe pode definir o resultado final.

Nicolas Lapierre: evolução técnica e espírito de equipa

No plano desportivo, o diretor Nicolas Lapierre mostrou-se confiante com o progresso alcançado, destacando não apenas a evolução do carro, mas também a integração dos pilotos.

“Estou muito satisfeito com o progresso… e com a forma como os novos pilotos se integraram. O António já desempenha um papel importante dentro da equipa,” afirmou.

Lapierre sublinhou ainda a importância do espírito coletivo:

“A formação de seis pilotos está a funcionar muito bem, com um forte espírito de equipa dentro e fora de pista.”

Estas declarações refletem uma estrutura que parece mais sólida e alinhada do que em temporadas anteriores, algo crucial para enfrentar a competitividade da classe Hypercar.

Félix da Costa e Gounon: integração e foco competitivo

Foto: ©Alpine/DPPI

Entre os pilotos, António Félix da Costa surge como uma peça-chave nesta nova fase do projeto, assumindo um papel cada vez mais relevante dentro da equipa. A sua experiência em diferentes categorias e capacidade de adaptação têm sido fundamentais no desenvolvimento do A424.

Já Jules Gounon, também integrado nesta estrutura, reforça a consistência do alinhamento de pilotos, contribuindo para um grupo equilibrado entre experiência e versatilidade. Ambos representam a aposta da Alpine numa abordagem coletiva forte, onde o desempenho individual é potenciado pelo trabalho de equipa.

Mudanças na liderança e reforço estrutural

A temporada 2026 marca também uma mudança importante na estrutura de liderança, com a saída de Bruno Famin e a transição de responsabilidades para Axel Plasse. Esta reorganização visa garantir continuidade e reforçar a ligação entre desenvolvimento técnico e operação em pista.

Ao mesmo tempo, a Alpine entra na época com o seu ecossistema de parceiros mais forte até à data, reunindo 16 marcas que apoiam o projeto, reforçando a dimensão tecnológica e financeira da operação.

Última época, máxima exigência

Foto: ©Alpine/DPPI

Com a temporada a arrancar em Imola, a Alpine enfrenta não apenas mais um campeonato, mas o encerramento de um ciclo na categoria Hypercar.

A confiança demonstrada pela equipa após os testes, aliada à coesão interna e ao reforço estrutural, aponta para uma abordagem focada em evolução contínua e resultados consistentes.

Mais do que um adeus, esta época representa uma oportunidade para a Alpine afirmar definitivamente o seu lugar entre os protagonistas do endurance moderno.

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